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Filipinas: A solidariedade depois do cataclismo

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Filipinas: A solidariedade depois do cataclismo

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O norte da ilha de Cebu, no centro do arquipélago das Filipinas, foi uma das regiões mais devastadas pelo super tufão Haiyan. Aqui, as operações de auxílio aos sobreviventes estão a ser prejudicadas pela falta de infraestruturas e pela chuva. Pior, a situação deve agravar-se com a chegada prevista de mais um tufão, esta semana.

A cidade de San Remigio foi praticamente arrasada pela tempestade. Não há eletricidade, água canalizada e falta comida. A tragédia trouxe contudo muitos atos de solidariedade. Um estrangeiro, residente na ilha, afirma ter recebido “muitas doações”, depois de ter pedido ajuda através do Facebook. Conseguiu reunir perto de 1200 euros para comprar mantimentos, pegou no seu carro e foi levar a ajuda a quem necessita. Promete regressar à cidade ainda esta semana com mais auxílio.

De todo o mundo, multiplicam-se as ofertas de ajuda para enfrentar a calamidade, mas também os apelos a mais doações.

As Nações Unidas têm um “plano de ação” para fazer face à catástrofe e lançaram um apelo internacional: São necessários 301 milhões de dólares, quase 225 milhões de euros, para ajudar as cerca de 11,3 milhões de pessoas afetadas por uma das mais violentas tempestades de que há registo na história.

Perto de 30 países e organizações internacionais prometeram ajuda financeira e humanitária. Está em marcha uma verdadeira ponte aérea de auxílio para as Filipinas, a que se juntam os navios de guerra, nomeadamente norte-americanos, que devem chegar à região nas próximas horas com o objetivo de resgatar sobreviventes e prestar todo o apoio que for possível às vítimas da tragédia.