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Tailândia: projeto de amnistia abre velhas feridas

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Tailândia: projeto de amnistia abre velhas feridas

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Os protestos na Tailândia acabaram por ser ouvidos depois de terem despertado os medos de um país profundamente dividido. O Senado rejeitou, ontem à noite, um projeto de lei de amnistia visto pelos manifestantes como um texto feito à medida do ex-primeiro-ministro no exílio, Thaksin Shinawatra, irmão da atual chefe de Governo.

Os protestos duravam há 12 dias e foi anunciada uma greve geral para esta semana. Apesar do voto, a oposição teme que o partido no poder, o Puea Thai, proponha uma nova versão do projeto de lei.

O texto poderia permitir o regresso de Thaksin Shinawatra, condenado, em 2008, por corrupção. Isto abriu velhas feridas num país marcado pela violência de 2010. Nessa altura, cerca de cem mil “camisas vermelhas” (apoiantes de Shinawatra) ocuparam o centro de Banguecoque durante dois meses para exigir a demissão do chefe de Governo dessa época, Abhisit Vejjajiva. A crise provocou cerca de 90 mortos e 1900 feridos.

Ontem, o jornal anglófono “Bangkok Post” titulava em manchete “o espetro de uma guerra civil”.