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Tragédia do Prestige é culpa do azar

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Tragédia do Prestige é culpa do azar

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A justiça galega absolveu os três acusados da tragédia do Prestige. Apostolos Mangouras, Nikolaos Argyropoulos e José Luis Lopez-Sors são, agora, 3 homens livres. Não se pode imputar responsabilidade penal ao comandante ou ao chefe de máquinas do petroleiro, nem ao então diretor da Marinha Mercante espanhola.

O comandante foi contudo, condenado a 9 meses de prisão, por “desobediência grave” – , por ter demorado três horas a obedecer a instruções para movimentar o navio – pena que já cumpriu em preventiva.

Esta é a sentença do juiz Juan Luis Pía, do Tribunal Superior de Justiça da Galiza, na Corunha, que afirmou: “Não há nenhum dado concreto que permita estabelecer com segurança as causas da extraordinária, repentina e irreparável avaria que o barco sofreu ao largo da costa galega. Reconhecem-se apenas duas coisas: o estado de manutenção e de conservação do barco eram deficientes e isso levou a que não suportasse os esforços de um temporal mais do que notável.”

No entanto, afirmou ainda o juiz, nada deixava prever que isso viesse a acontecer.

A sentença surge exatamente onze anos depois do SOS lançado pelo Prestige, em pleno temporal, na Galiza.

Seis dias depois, o monocasco, com pavilhão das Bahamas, que transportava mais de 70 mil toneladas de petróleo, partiu-se ao meio, provocando a maior catástrofe ambiental de Espanha, e uma maré negra de 1700 quilómetros, que atingiu também Portugal e França.