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Bulgária regressa à calma após nova jornada de violência

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Bulgária regressa à calma após nova jornada de violência

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Ânimos bastante mais calmos esta manhã em Sófia depois dos confrontos e da violência de terça-feira durante mais uma manifestação a exigir a demissão do governo búlgaro.

Fotocópias com a imagem de uma parede de tijolo foram colocadas nas reforçadas barreiras que protegem o Parlamento, uma metáfora para “o muro” que o poder está a erigir contra o povo, afirmam os estudantes universitários.

Ontem, os confrontos deixaram feridos três manifestantes e um polícia. As autoridades prenderam mais de duas dezenas de pessoas.

“Querem matar os últimos jovens que desejam ficar a viver na Bulgária, que querem democracia. A democracia é a lei e a ordem”, lamentou uma reformada já quando os protestos avançavam pela noite dentro.

Há cinco meses que a Bulgária está em pé de guerra contra o governo socialista, apelidado de “Máfia Vermelha” pelos alegados laços corruptos com o poder económico, as mesmas acusações que levaram à queda do anterior governo minoritário de centro-direita.

Os protestos apartidários eclodiram apenas duas semanas depois de o governo ter tomado posse, na sequência da nomeação do magnata da comunicação social, Delyan Peevski, para diretor da Agência de Segurança Nacional da Bulgária.