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Parlamento ucraniano coloca em risco acordo com União Europeia

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Parlamento ucraniano coloca em risco acordo com União Europeia

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O acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia está em risco. O parlamento de Kiev, reunido em sessão extraordinária esta quarta-feira, não chegou a acordo para votar uma lei autorizando Yulia Timoshenko a deixar o país para receber tratamento médico. A antiga primeira-ministra cumpre uma pena de prisão por abuso de poder. Para a União Europeia trata-se de uma condenação política.

O líder do principal partido da oposição atirou a responsabilidade do falhanço para o partido do governo. Arseniy Yatsenzuk explicou que “a oposição apresentou quatro propostas nas duas últimas semanas” mas que a formação do presidente Viktor Yanukovitch rejeitou os quatro documentos.

Do lado do Partido das Regiões, o deputado Volodymyr Makeenko, desdramatizou a situação. “Se a cimeira de Vílnius se realizasse amanhã teríamos votado o texto hoje, mas a cimeira apenas se realiza a 28 de novembro”, explicou o apoiante do chefe de Estado.

A assinatura do acordo de associação entre os 28 e a Ucrânia está dependente da libertação de Timoshenko. Os enviados europeus consideram que ainda há tempo para salvar a situação.

“Agora o grupo de trabalho parlamentar está a trabalhar num projeto-lei que vai permitir a Yulia Timoshenko partir para o estrangeiro para se tratar. Esperamos que todas as questões e incompreensões sejam resolvidas até ao início da próxima sessão parlamentar agendada para o dia 19 de novembro” – afirmou o antigo presidente polaco Aleksander Kwasniewski.

Yulia Timoshenko sofre de hérnias discais. A Alemanha ofereceu-se para acolher e tratar o ícone da Revolução Laranja que em 2004 impediu Yanukovitch de chegar ao poder.