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Pierre Moscovici evoca os desafios económicos de França

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Pierre Moscovici evoca os desafios económicos de França

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A França está determinada a reduzir a despesa em 15 mil milhões de euros no próximo ano, para respeitar as metas orçamentais e de défice público (de 3,6% do PIB em 2014). Mas ao mesmo tempo, Paris apresenta medidas para ajudar empresas em dificuldades. O objetivo é fazer face ao problema do desemprego que atingiu 11,1% em setembro, segundo a OCDE.

À pergunta de Giovanni Magi, correspondente da euronews, “É ainda realista esperar uma inversão da curva do desemprego no final deste ano?”, o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, respondeu: “Sim. Mas antes temos de combater os planos de despedimento. Um plano social não significa a perda automática de empregos. Felizmente há muitos empregos que foram salvos, há empresas que encontram soluções, há quem retome o negócio. Não devemos assimilar planos sociais a destruição total de emprego. O governo é combativo, o governo luta contra estes planos sociais”.

A política económica do presidente François Hollande está a ser fortemente contestada e levou a agência Standard&Poor’s a degradar a nota soberana francesa. A agência de notação considera o crescimento económico demasiado fraco para que Paris possa controlar as contas públicas.

Sobre o assunto, Pierre Moscovici afirmou: “Acho que a Standard&Poor’s, e é por isso que digo que as críticas foram excessivas e incorretas, não teve em conta a enfâse das reformas levadas a cabo pelo governo. Agora temos de focar-nos num esforço orçamental, sobretudo, na redução da despesa pública”.

O fraco crescimento foi um dos pontos evocados pela Standard&Poor’s. A economia francesa deverá ganhar um pouco de vitalidade no final deste ano. O Banco de França prevê um crescimento de 0,4% no último trimestre.

A entrevista de Pierre Moscovoci será emitida sexta-feira, 15 de novembro, à noite.