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Reino Unido mantém espaço para vinil

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Reino Unido mantém espaço para vinil

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O empenho de alguns artistas, fãs e editoras mantém viva a indústria do vinil, sobretudo no Reino Unido, onde o LP registou este ano, o maior número de vendas da década. Os discos em vinil e as clássicas mesas de mistura sobreviveram à era digital, aos CDs e ao MP3. Bob Bailey trabalha na indústria há mais de 20 anos, confessa ter passado por um período de sufoco, mas não tem qualquer intenção de mudar de emprego.

“Há vinte anos, eu disse a toda a gente que era preciso mudar de trabalho porque o vinil estava a morrer com o impacto dos CDs. Mas eu ainda tenho trabalho neste setor e temos planos de continuar com o vinil por, pelo menos, mais 15 anos e na minha opinião é provável que continuaremos a fazê-los vários anos após esse prazo”, recorda.

A popularidade do indie rock e de bandas como os Arctic Monkeys e os The Killers fizeram renascer o interesse pelo vinil a uma geração de fãs.

“Encontraram uma boa forma de fazer discos em vinil outra vez, as gravadoras aperceberam-se de que seria uma boa ideia lançar alguns singles em formato vinil e isso foi um ótimo incentivo para quem sempre gostou destes álbuns. Os fãs compraram e as bandas adoraram, porque é muito diferente lançar uma música em vinil do que num CD digital, não só pela qualidade, mas também por toda a mitologia que envolve o verdadeiro rock n’roll”, diz Gennardo Castaldo, diretor de comunicação da BPI, indústria de música britânica.

Artistas como Elton John e David Bowie também produzem discos em vinil e não é só por nostalgia, porque os LPs agora representam 0.8% dos discos vendidos no reino unido, enquanto que há seis anos eram apenas 0,1%.

No ano de 2013, o Reino Unido registou as melhores vendas em vinil da última década. Este ano, as vendas duplicaram e atingiram o meio milhão de discos, e a expectativa é que cheguem aos 700 mil no período de Natal.