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Desordem toma conta das Filipinas

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Desordem toma conta das Filipinas

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A evacuação do aeroporto de Tacloban faz-se entre tensões e a pressa de fugir. A ajuda internacional chega a conta-gotas e a distribuição de mantimentos é ainda mais lenta por causa das enormes dificuldades logísticas para chegar às populações afetadas, com muitas estradas cortadas e pessoas isoladas.

Nos aviões militares que partem da cidade arrasada pelo tufão Haiyan, a prioridade é dada aos feridos, doentes e idosos, o que leva a que muitas mulheres e crianças sejam deixadas para trás na incerteza, no desespero.

“Não recebemos nada, nem mesmo um pouco de aveia. Os meus dois irmãos podem morrer, o mais velho está doente tal como o meu sobrinho. Só eu é que ainda não adoeci. Estão à espera que toda a gente adoeça e morra antes de fazerem alguma coisa?” Queixava-se uma sobrevivente da calamidade.

Continuamente, aterram em Tacloban reforços internacionais para as operações de ajuda humanitária em curso. Um forte dispositivo de segurança protege as toneladas de alimentos que se vão acumulando no aeroporto à espera de distribuição.

Sem água e comida, alguns pegam em armas para roubarem ou guardarem o que puderem. O exército está na rua mas não consegue garantir a segurança apesar do apoio de populares armados.

O isolamento das populações também afeta a contagem de corpos. O balanço oficial já ultrapassa as 2350 mortes.

Boa notícia é a da chegada do porta-aviões norte-americano George Washington com 5000 militares, centenas de aviões e dezenas de helicópteros que prometem acelerar as operações de ajuda e resgate.