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Filipinas: Desespero, revolta e pilhagens

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Filipinas: Desespero, revolta e pilhagens

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Nas Filipinas o desespero tomou de assalto as zonas afetadas pelo tufão Haiyan.

Seis dias após a tragédia, boatos de pilhagens e banditismo semearam mais medo e pânico entre os que tentam sobreviver à quase instalada anarquia.

A ira e a frustração vieram ao de cima esta quarta-feira perante a cada vez mais acentuada ausência de fornecimento de produtos de primeira necessidade, apesar da comunidade internacional ter respondido com prontidão ao pedido de auxílio.

Em Tacloban, uma das cidades mais duramente atingidas, a situação espelha o que parece estar a acontecer no resto do país. Rodeadas de escombros pessoas querem partir e não há meios suficientes. As estradas estão cobertas de destroços, o que dificulta ainda mais a distribuição de bens essenciais.

A Cruz Vermelha tenta a todo o custo chegar às zonas mais isoladas, uma missão quase impossível de levar a cabo.

“Temos um comboio que saiu para Tacloban há quatro dias e ainda vai demorar mais seis ou oito horas a lá chegar. Levamos comida para 25 mil pessoas e ficamos retidos. Vamos continuar a avançar a adotar uma nova estratégia”, disse Richard J. Gordon, diretor da Cruz Vermelha filipina.

Cerca de 90% de Tacloban foi destruída. Apenas 20% dos 220 mil habitantes receberam ajuda.

Os combustíveis também começam a escassear nas poucas estações de serviço que escaparam à intempérie.