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Polícia de elite russa recruta gémeos


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Polícia de elite russa recruta gémeos

Ninguém é de maior confiança do que um irmão gémeo. Esta poderia ser a divisa da nova unidade especial da OMON, a polícia de elite russa.

Acusada pela União Europeia e por grupos de defesa dos direitos do homem de graves abusos durante as duas guerras da Chechénia, a OMON está agora a formar uma unidade muito especial: composta apenas por pares de gémeos idênticos.

“Obviamente, um irmão é um irmão. É o meu irmão querido, e sinto constantemente a sua presença, mesmo quando não está comigo”, explica Nikolai Matsina, gémeo de Alexander.

Pavel Sevryukov tem opinião semelhante, a respeito do seu gémeo, que também se chama Alexander: “É importante, em muitos aspetos. É o meu irmão. Tenho total confiança nele. Sei que me apoiará e me protegerá. Não tenho qualquer dúvida.”

A equipa de gémeos vai ser chamada a intervir em manifestações ou tomadas de reféns, situações perigosas que exigem um bom domínio e um bom conhecimento de si próprio – e do outro.

Pavel Pokidov, outro dos cadetes, explica: “Não há nenhum sexto sentido entre nós. Há apenas qualidades humanas. Conheço-o tão bem quanto ele me conhece. É isso que nos ajuda. Outras pessoas podem igualmente trabalhar bem juntas, por isso não é um sexto sentido.”

O seu gémeo, Alexander, corrobora: “Crescemos juntos, passámos o tempo todo juntos e é por isso que o conheço bem e que ele me conhece bem.”

A pequena unidade está a ser treinada em Rostov-on-Don, cerca de mil quilómetros ao sul de Moscovo. Para já, são três pares de gémeos. O objetivo é formar uma unidade com, pelo menos, 25 pares.

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