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Distribuição de assistência internacional começa a organizar-se nas Filipinas

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Distribuição de assistência internacional começa a organizar-se nas Filipinas

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Uma semana depois do poderoso tufão que devastou o centro das Filipinas, a assistência internacional começa finalmente a organizar-se.

A chegada de um porta-aviões norte-americano com dezenas de helicópteros deverá facilitar o acesso a áreas que continuam inacessíveis e a distribuição de mantimentos e assistência médica que se têm acumulado no aeroporto de Tacloban, capital da província de Leyte – a mais afetada.

Sebastian Stampa, que lidera uma equipa de intervenção da ONU, diz que “não se devem focar atenções só em Tacloban. É preciso aceder também a outras partes de Leyte e Samar o mais rápido possível”.

Um porta-helicópteros britânico e um importante contingente militar japonês deverão juntar-se em breve aos esforços de distribuição de assistência aos mais de 500.000 mil afetados.

Os sobreviventes mostram-se cada vez mais impacientes e desesperados. Uma residente de Tacloban diz que não tem “comida, água, eletricidade ou combustível. Até ao momento, não chegou qualquer assistência aérea”.

O presidente Benigno Aquino está a ser fortemente criticado também a respeito do balanço da tragédia. O número oficial de mortos é ainda de 2357, embora as Nações Unidas apontem já para 4460 vítimas mortais.

A Câmara Municipal de Tacloban estimou quatro mil mortes só na cidade, enquanto a Cruz Vermelha aponta mais de 20 mil desaparecidos.