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China revela a sua versão da economia de mercado

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China revela a sua versão da economia de mercado

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É a pensar no crescimento das próximas décadas que a China anunciou um ambicioso plano de reformas. Revelado após a reunião do Partido Comunista, o pacote de medidas é considerado o maior desde os anos noventa e foi saudado pelas bolsas, a começar pela de Xangai, que registou duas sessões de forte alta.

Pequim quer reforçar o poder do setor privado, alargando o número de grupos e setores abertos ao investimento privado.

Geoff Lewis, analista de mercados no JP Morgan, explica: “O setor privado já fez progressos consideráveis na última década e mesmo na ausência de reforma. Penso que, agora, com uma direção central, vai levar a economia chinesa para um novo nível de eficácia. Precisamos de ver mais ênfase nas reformas dos direitos dos contratos e dos direitos de propriedade”.

No plano de reformas, Pequim quer dar aos agricultores mais direitos sobre a terra, mesmo se esta continua a ser propriedade do Estado, e alargar os impostos sobre a propriedade para conter a subida dos preços imobiliários.

A economia de mercado versão chinesa prevê também a redução dos monopólios estatais e a criação de bancos privados. Os preços da água, eletricidade e recursos naturais ficarão dependentes da procura.

A tudo isto junta-se a suavização da política de filho único. O objetivo final é basear o crescimento económico no consumo interno e não no investimento e exportações, como até agora.