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Filipinas: ajuda humanitária e pesadelo logístico

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Filipinas: ajuda humanitária e pesadelo logístico

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As Filipinas enfrentam uma imensa crise humanitária, depois da passagem do tufão Haiyan. Em San José, na muito atingida província de Leyte, os habitantes precipitam-se para o helicóptero que lhes traz comida e água potável.

Para as Nações Unidas é um verdadeiro “pesadelo logístico” conseguir dar assistência a cerca de 12 milhões de pessoas atingidas pela catástrofe. Dez dias depois da passagem do tufão, a ONU receia mesmo que algumas ilhas das Filipinas ainda não tenham recebido qualquer ajuda.

Na pequena ilha de Manicani, na província de Samar, a ajuda só chegou ao fim de 5 dias. Mas com 90% das infraestruturas destruídas, a população não sabe como sobreviver.

“A verdade é que vai ser difícil. Perdemos os nossos barcos, não podemos ir pescar”, diz um habitante. Uma senhora diz: “Precisamos de um teto, mesmo que seja apenas uma tenda ou algo que nos tape a cabeça quando chove”.

O tufão provocou quatro milhões de deslocados e pelo menos, cinco mil pessoas estão mortas ou dadas como desaparecidas.

Os custos da reconstrução do país poderão ultrapassar os mil milhões de dólares, estimam as autoridades. “Vão ser mais do que os 500 milhões de dólares que o Banco Mundial vai emprestar somados aos 500 milhões do Banco Asiático de Desenvolvimento”, afirmou Florencio Abad, o secretário de Estado do Orçamento.