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Dubai Airshow: O poder das companhias do Golfo

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Dubai Airshow: O poder das companhias do Golfo

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No Salão Aeronáutico do Dubai confirma-se a tendência: a indústria da aviação rumou a Oriente. As grandes companhias aéreas do Golfo, a Emirates, Eithad e Qatar Airlines, realizaram nos primeiros dias do evento encomendas de mais de 320 aparelhos, no valor de centenas de milhares de milhões de dólares.

Presidente da divisão Médio oriente da Airbus, Habib Fekih, reconhece que “o papel das companhias do Golfo tornar-se preponderante para as vendas da Airbus e Boeing. Mas no final do ano a Airbus será líder”.

Com as companhias aéreas da Europa e Estados Unidos em dificuldades, a Boeing e a Airbus centram as atenções nas economias dinâmicas do Médio Oriente.

Jeff Johnson, líder da divisão Médio Oriente da Boeing, explica que a concorrência é boa para melhorar e que estão a tenta conquistar a região, procurando expandir-nos para outros mercados como o Kowait ou o Iraque. “Por isso, é um momento excitante para estar no Médio Oriente”.

As companhias aéreas são atualmente o elemento que concretiza as ambições das economias do Golfo, que querem aproveitar a situação geográfica para tornarem-se pontos de ligação a qualquer parte do mundo.

E o interesse não é apenas ao nível da aviação civil.

O correspondente da euronews no Dubai, François Chignac, explica que “na guerra entre a Airbus e a Boeing para saber quem ganha no Dubai Airshow, os árbitros são as companhias do Golfo, que continuam a ditar as regras e decidem o resultado final”.