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Qual é a qualidade do ar que respiramos?
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Cada ser humano respira o equivalente a catorze quilos de ar por dia.

Ao mesmo tempo que respiramos oxigénio, inalamos pequenas quantidades de partículas perigosas.

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde incluiu pela primeira vez a poluição atmosférica na lista de agentes cancerígenos.

Antecipar os picos de poluição é uma das tarefas dos investigadores do centro europeu para as previsões meteorológicas a médio prazo.

O centro situa-se em Reading, no Reino Unido e recolhe informação sobre a poluição à escala global.

A análise dos dados é parte integrante de um projeto europeu de monitorização do ar, realizado em parceria com vários países, incluindo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

“Todos os dias recebemos milhões de observações de satélites situados a 800 quilómetros da terra. Também recebemos dados provenientes de estações terrestres, de navios e aviões”, explica Richard Engelen, gestor do projeto.

Os poluentes mais frequentes como o monóxido de carbono, o ozono, o dióxido de azoto e o dióxido de enxofre são medidos regularmente.

Na sua maioria, os elementos poluentes provêm dos tubos de escape ou das chaminés das fábricas.

“Entre os vários poluentes analisados temos por exemplo, a poeira do deserto. Podemos ver aqui uma bela imagem de uma nuvem de poeira vinda do deserto e que avança para a Europa do Sul e afecta a qualidade do ar dessa região. Como podemos prever esses dados? Utilizamos super-computadores com algoritmos sofisticados que imitam as leis da física. As previsões do dia anterior são comparadas com as observações do próprio dia para fazer uma previsão para o dia seguinte”, explica a investigadora Angela Benedetti.

Os dados recolhidos pelas várias agências são armazenados num computador gigantesco e podem ser usados pelos vários países.

Por exemplo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera publica um índice da qualidade do ar, que vai de mau a muito bom. Uma informação essencial para muitos cidadãos.

“Podemos pensar nas pessoas que são sensíveis aos níveis elevados de poluição, como os asmáticos, que precisam de saber as previsões de poluição para os dias seguintes. os governos, as regiões e cidades têm de mudar as práticas, por exemplo, gerir o trânsito em função da qualidade do ar. é possível usar as nossas previsões para antecipar as situações. Há autoridades nacionais que querem conhecer o percurso das substâncias poluentes para ajustarem as próprias medidas locais”, refere o responsável do centro.

A agência estatal para a Natureza e o Ambiente, em Essen, na Alemanha, cruza a informação do centro europeu com as medidas realizadas nas estações regionais.

A região alemã produz um terço da eletricidade do país a partir do carvão e é a segunda maior produtora mundial de aço.

A monitorização e a previsão da poluição atmosférica são por isso tarefas fundamentais.

A estação de qualidade do ar da região de Essen situa-se no meio de uma zona industrial.

Os dados sobre as partículas perigosas são recolhidos várias vezes por dia, quando há picos de poluição a informação é divulgada imediatamente.

Uma tarefa essencial já que os poluentes atmosféricos não afetam apenas a qualidade do ar mas também os cursos de água e os ecossistemas.

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