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"Matem-nos e o nosso povo ficará mais atento e consciente"

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"Matem-nos e o nosso povo ficará mais atento e consciente"

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O duplo atentado em Beirute de terça-feira, reivindicado por uma organização local com ligações à al-Qaida suscitou reações de vários quadrantes.
O Reino Unido e a França expressaram solidariedade com as autoridades iranianas e libanesas. A Síria culpou o Qatar e a Arábia Saudita. E o Irão suspeita de Israel, que por seu lado, negou qualquer envolvimento.

O ataque provocou pelo menos 23 mortos e mais de 140 feridos.

Nas ruas reina a indignação. “A minha resposta é curta e dura porque o Líbano é o alvo, porque o Líbano é um país que resiste e “eles” não querem que seja assim para os países do Golfo, para Israel, o nosso principal inimigo”, afirma um cidadão de Beirute.

“Nós dizemos que não importa quem vocês matam. Temos uma citação do Imã Khomeini que diz: Matem-nos e o nosso povo ficará mais atento e consciente”, argumenta outro libanês.

Os autoconfessos autores, as brigadas Abdullah Azzam, exigem a retirada iraniana da Síria. O Irão e o Hezbollah libanês são fortes aliados do regime de Bashar al-Assad.