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Nuclear iraniano: Acordo à vista?

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Nuclear iraniano: Acordo à vista?

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Há um otimismo “cauteloso” em torno da possibilidade de alcançar um acordo preliminar sobre o nuclear iraniano na nova ronda de negociações que arranca hoje, em Genebra, na Suíça.

A Rússia e o Irão falam em “verdadeira hipótese” de um acordo que lance as bases para o fim de um impasse e que dura há cerca de uma década. Nesse sentido, no domingo, Teerão assumiu uma posição pragmática e abandonou a exigência de ver “reconhecido” pela comunidade internacional o seu direito a enriquecer urânio, um dos principais diferendos nas negociações.

Esta terça-feira, em Roma, o chefe da diplomacia iraniana alertou contudo que, mesmo em caso de “sucesso”, será o “início de um processo muito difícil” e que pode “concordar com os americanos” na necessidade de ser “cauteloso”.

Antes da nova ronda de negociações entre o Irão e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, a Casa Branca também quis refrear os ânimos.

Barack Obama avisou que “a esperança e a expectativa não é resolver tudo esta semana, mas ganhar algum tempo para ver o quão sério estará o regime iraniano em retomar o seu lugar na comunidade internacional e retirar de cima da sua economia o peso destas sanções”.

No fim de semana, o presidente francês quebrou o sigilo em torno das negociações. Numa visita a Israel, François Hollande revelou, entre outras exigências, que Paris só irá aceitar um acordo em que Teerão se comprometa a parar de enriquecer urânio a 20% e suspenda imediatamente as obras na central de Arak.