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Rússia: Liberdade sob fiança para 20 dos 30 ativistas da Greenpeace

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Rússia: Liberdade sob fiança para 20 dos 30 ativistas da Greenpeace

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Sorridente e sempre em militância, a brasileira Ana Paula Maciel foi a primeira ativista da Greenpeace a deixar a prisão em São Petersburgo.

“Salvem o Ártico”, lia-se num cartaz empunhado pela bióloga que deixou o cárcere após ter sido paga uma fiança de mais de 45 mil euros que foi aplicada a 20 dos 21 membros da Greenpeace que já foram presentes a tribunal. Os ativistas irão saindo em liberdade à medida que forem apresentadas as garantias.

Os 30 ativistas presos pela Rússia, após uma ação de protesto no Mar Ártico, estão acusados de vandalismo e os seus passaportes foram “confiscados” pelas autoridades, recordou a Greenpeace que também saudou o facto de alguns dos seus membros poderem agora aguardar julgamento em liberdade.

Apenas o primeiro detido a ser ouvido em tribunal, o técnico de rádio australiano Colin Russel, viu a justiça prolongar-lhe a prisão por mais três meses. A organização ecologista vai recorrer da decisão e apelou ao governo de Camberra para interceder pelo seu cidadão.

A Greenpeace afirma que “toda a organização está a trabalhar neste caso” porque, “desde a explosão do Rainbow Warrior”, que não enfrentava uma situação que considera ser “uma ameaça”, não apenas para a ONG mas “para o movimento ecologista no seu todo”.

“Esta primeira libertação de um dos ativistas dá esperança aos seus apoiantes, mas as acusações continuam lá. Até que sejam conhecidos os veredictos, o destino dos ’30 do Arctic Sunrise’ continua a ser incerto”, conclui o enviado da euronews, Denis Loctier.