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John F. Kennedy: Um mito com 50 anos

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John F. Kennedy: Um mito com 50 anos

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Cinquenta anos depois, o assassinato do presidente norte-americano John F. Kennedy continua a suscitar as mesmas paixões e as mesmas dúvidas.

A maioria dos americanos simplesmente não acredita que o assassino oficial, Lee Harvey Oswald, tenha agido sozinho naquele dia 22 de novembro de 1963, em Dallas.

“Eu estive no sexto andar do depósito de livros, no mesmo sítio onde ele esteve. Imaginei-me a disparar, podia tê-lo feito, era um tiro fácil, para alguém com uma espingarda”, afirma um cidadão.

Outro questiona: “Quem, em perfeita consciência, poderia conspirar com Oswald”?

Centenas de obras têm sido escritas e como elas numerosas teorias de conspiração. Durante as últimas semanas muitas cadeias de televisão apresentaram documentários sobre o assassinato. O Newseum de Washington inaugurou na primavera uma exposição que atraiu, até agora, milhares de visitantes.

“Eu estava na escola, tinha dez anos, quando o presidente foi assassinado. Lembro-me muito bem desse dia e penso que houve uma conspiração. Oswald não foi o único envolvido”, comenta um visitante.

“De alguma forma, nunca foi dada uma resposta ao povo americano, por isso as pessoas imaginam o que querem”, refere outra.

A inexistência de respostas alimenta o mito. Os americanos conhecem mais da vida de John F. kennedy do que de qualquer outro presidente da história do país.

“Cinquenta anos depois, o assassinato de Kennedy permanece envolto em mistério – é o que os americanos acreditam. Dois terços continuam a pensar que Oswald não agiu sozinho. E não importa que não haja qualquer prova que sustente esta teoria”, refere o nosso correspondente em Washingtom, Stefan Grobe.