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"Não" de Kiev a Bruxelas agita parlamento ucraniano

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"Não" de Kiev a Bruxelas agita parlamento ucraniano

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O primeiro- ministro ucraniano chama “ tática” à decisão de suspender os preparativos para a assinatura do Acordo de Associação com a UE e culpa o FMI de ter contribuido para o fracasso dos projetos.

Ontem a oposição ucraniana declarou dia de luto e colocou fitas e velas acesas em pleno salão do Parlamento.

O primeiro-ministro, Mykola Azarov foi à Assembleia juntamente com os seus ministros , a fim de explicar a decisão aos parlamentares mas o ambiente foi de muita tensão.

Segundo o governo o decreto para congelar as negociações com a UE foi motivado pela necessidade de consolidar os laços económicos com a Rússia e os membros da União Aduaneira.

“As condições extremamente duras do empréstimo do Fundo Monetário Internacional foi o último argumento a favor da decisão do governo ucraniano para suspender os preparativos da assinatura de um acordo de associação com a UE.”

Mykhailo Chechetov , do Partido Regiões e conselheiro do presidente comenta: “A Rússia ainda não começou realmente a defender os seus interesses . Rússia está apenas a jogar um jogo. Se a Rússia começa a seriamente a defender os seus interesses económicos a nossa indústria vai transformar-se num cemitério “ .

No lado da oposição a revolta fala mais alto : “Este governo traiu a Ucrânia, tudo foi organizado pessoalmente pelo presidente Yanukovych . De acordo com a Constituição , ele pode parar qualquer decisão do governo e , de acordo com a Constituição , ele deve assinar o tratado em Vilnius “ .

A correspondente da euronews em Kiev explica: “ A decisão do governo de suspender a preparação para a assinatura do Acordo de Associação tem indignado os ucranianos . As pessoas estão preocupadas que, como resultado , as relações com a UE sejam seriamente afetadas e as reformas iniciadas pela integração sejam bloqueadas”.