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Cimeira do Clima em Varsóvia prolongada sem acordo à vista

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Cimeira do Clima em Varsóvia prolongada sem acordo à vista

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A Cimeira das Nações Unidas sobre o Clima, em Varsóvia, prolonga-se para este sábado, sem acordo à vista.

O encontro devia ter terminado ontem, mas os 195 países presentes mostraram-se incapazes de estabelecer as bases do novo pacto climático mundial, que deve ser aceite na conferência de Paris, em dezembro de 2015, e entrar em vigor em 2020.

A comissária europeia para as Ações Climáticas, Connie Hedegaard, diz que “há ainda um grupo de mentes que pensam de forma diferente e tentam reinstalar um muro. Isso não é aceitável para a União Europeia, nem para muitos outros, que sabem que só se todos fizermos o máximo nos anos a partir de 2020 é que vamos obter o que realmente precisamos”.

Entre os principais pontos de discórdia, está a questão do financiamento aos países em desenvolvimento. Na quinta-feira, 800 representantes de 13 organizações de defesa do Ambiente abandonaram as discussões, frustrados com o impasse.

Jan Kowalzig, conselheiro da Oxfam, diz que “as alterações climáticas estão a provocar fome, a destruir a produção de alimentos e fontes de subsistência em todo o mundo. É por isso que é tão importante que esta cimeira termine num sucesso”.

Mas após duas semanas de debates na capital polaca, o único acordo concreto diz respeito à proteção das florestas tropicais e a cimeira pode terminar hoje com uma simples declaração de intenções.