Última hora

Última hora

Escândalo derruba agência antidoping da Jamaica

Em leitura:

Escândalo derruba agência antidoping da Jamaica

Tamanho do texto Aa Aa

A direção da Comissão Antidopagem da Jamaica (JADCO) demitiu-se em bloco. A decisão de bater com a porta pelos 11 integrantes do organismo acontece cerca de um mês depois da visita de urgência ao país de uma comissão enviada pela Agência Mundial Antidopagem.

A visita internacional e a consequente demissão da direção da agência internacional estão, claro, relacionadas com o escândalo de doping, ao jeito de um arrastão de testes positivos, que se abateu este ano sobre alguns dos melhores atletas da Jamaica.

A ministra do Desporto da Jamaica, Natalie Neita-Headley referiu que o governo “respeita” a decisão dos 11 membros da direção e, em comunicado, revelou que “recentemente os comissários da JADCO reuniram-se e reconheceram de que havia uma perceção pública da existência de conflitos de interesse entre alguns dos membros da comissão”. “Os comissários, no interesse nacional e também para facilitar a reestruturação da JADCO, tomaram a decisão de apresentar a demissão, que serão efetivas a partir de 31 de dezembro. O primeiro-ministro respeita a decisão dos comissários e aceitou as demissões”, lê-se no comunicado da ministra do Desporto da Jamaica.

Entre as estrelas jamaicanas atingidas pelo escândalo estão o velocista Asafa Powell, de 31 anos, que a 14 de julho viu noticiado o controlo positivo de uma substância ilegal; ou da campeã olímpica dos 200 metros em Atenas 2004 e Pequim 2008, Veronica Campbell-Brown, 31, de quem se ficou a saber a 14 de junho ter sido também controlada de forma positiva; ou ainda de Sherone Simpson, 29, campeã olímpica de estafetas em 2004 e cujo controlo positivo foi também conhecido a 14 de julho deste ano.

O escândalo estará ainda a prejudicar o recordista do Mundo dos 100 e 200 metros, Usain Bolt, que, embora livre de qualquer caso de doping, como jamaicano, tem visto recusados chorudos contratos publicitários.