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Irão não cede na questão do enriquecimento de urânio

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Irão não cede na questão do enriquecimento de urânio

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O enriquecimento de urânio não vai parar e essa exigência não deve fazer parte de qualquer acordo quem o diz é o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão.

As dificuldades, nas negociações sobre o programa nuclear iraniano são, de facto, ainda muitas. Ainda assim, em Genebra, representantes da China, Reino Unido, França, Rússia, Estados Unidos e Alemanha unem-se para ultrapassá-las:

“Ainda há diferenças que é preciso superar. É por isso que viemos a Genebra, para fazer a nossa parte, para que um acordo possa ser alcançado. É realista pensar que podemos consegui-lo, mas há muito trabalho a fazer”, explica o Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle.

William Hague, Secretário de Estado para a mesma pasta, é mais cauteloso quanto ao desfecho das negociações:

“Continuam a ser negociações muito difíceis. Acho que é importante frisar isso. Não estamos aqui porque as coisas estão, necessariamente, resolvidas, estamos aqui porque são difíceis. Existem diferenças pequenas mas que são importantes.”

Desde quarta-feira que diplomatas do grupo 5+1 negoceiam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano, oferecendo em troca a suavização das sanções ao país, ainda assim, o concenso é difícil.

A palavra-chave destas negociações é “complicações”. O que fica das conversações deste sábado é que essas complicações são tão extensas que, provavelmente, conseguir-se-á apenas um acordo temporário ou um entendimento que levará a futuras negociações destinadas a acabar com os grandes obstáculos.