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Erdogan volta a criticar poder egípcio depois de expulsão de embaixador turco

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Erdogan volta a criticar poder egípcio depois de expulsão de embaixador turco

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A crise diplomática entre a Turquia e o Egito acentua-se. O primeiro-ministro turco disse que “não respeitará aqueles que chegaram ao poder no Egito através de um golpe de Estado”, depois das autoridades egípcias terem expulsado o embaixador turco no Cairo.

Ancara declarou, por seu lado, como “persona non grata” o embaixador egípcio, que se encontrava fora do país.

O chefe do governo turco afirmou que a sua atitude “não é contra o povo egípcio, mas contra os responsáveis pelo golpe de Estado, porque [a Turquia] está do lado das lutas democráticas”. Recep Tayyip Erdogan frisou que “não respeita aqueles que não respeitam os direitos soberanos do povo”.

O poder egípcio acusou Ancara de apoiar movimentos não identificados que ameaçam a segurança nacional, numa referência implícita à Irmandade Muçulmana. A Turquia mostrou-se, desde o início, bastante crítica face à destituição do presidente egípcio, Mohamed Morsi, apoiado pela confraria.

O porta-voz da diplomacia egípcia, Badr Abdelatty, afirma que “é um novo episódio no rol de instâncias e declarações feitas [pela Turquia], que refletem uma determinação inaceitável em desafiar a vontade do povo egípcio e a falta de respeito pelas suas escolhas legítimas; uma interferência nos assuntos internos do país”.

Líder conservador islâmico próximo de Morsi, Erdogan tinha criticado fortemente, a meio de Agosto, a repressão dos militares egípcios contra os apoiantes da Irmandade Muçulmana, denunciando um “massacre bastante grave”.