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Egito: Segundo dia de protestos contra lei da limitação de manifestações

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Egito: Segundo dia de protestos contra lei da limitação de manifestações

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A lei da limitação de manifestações entrou em vigor no Egito com protestos. Pelo segundo dia consecutivo, centenas de estudantes e opositores ao governo, apoiado pela junta militar, contestaram nalgumas universidades a nova lei e exigiriam o regresso ao poder de Mohammed Morsi, figura da Irmandade Muçulmana, derrubado pelos militares em julho.

O porta-voz do governo anunciou o que a partir de agora os cidadãos precisam fazer. “Todo aquele que quiser organizar uma reunião pública ou um protesto tem que apresentar um pedido formal na esquadra da polícia mais próxima e especificar onde a reunião se vai realizar, até 3 dias antes do evento”, declarou.

Muitas pessoas acreditam que a nova lei serve para legitimar a repressão, uma vez que o estado de emergência foi levantado há duas semanas.

É o regresso ao passado, dizem alguns. “A lei tira-nos tudo o que ganhámos com a revolução de 25 de janeiro. Tudo o que ganhámos de positivo em relação à liberdade é nos retirado com esta lei. Vai limitar a liberdade das pessoas para protestar e organizar manifestações como as que estão a acontecer nas diferentes universidades do Egito”, afirmou um manifestante.

O governo anunciou que na segunda metade de janeiro será realizado um referendo sobre a reforma constitucional antes das eleições gerais.