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Irão: UE saudou "acordo de coragem", criticado por Israel

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Irão: UE saudou "acordo de coragem", criticado por Israel

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Um “acordo de coragem” foi como a União Europeia qualificou o entendimento entre seis grandes potências e o Irão para limitar o programa nuclear iraniano.

O papel da alta representante para a diplomacia europeia tem sido destacado, tendo o seu porta-voz afirmado que “Catherine Ashton negociou em nome dos seis países ao longo de vários anos. Com este novo governo iraniano foi possível alcançar muito mais progressos do que com o anterior, que não estava realmente interessado em negociar”.

França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, China e Rússia foram os arquitetos do acordo, que não agradou a Israel. O primeiro-ministro, Benjamin Nethanyau, recordou que o Irão prometeu destruir Israel.

A analista Elena Aoun explica que “é um facto que Israel não tem o hábito de negociar, mas uma verdadeira negociação implica concessões de ambos os lados. Se o acordo coincidisse com o que Israel deseja, não teria sido feita qualquer concessão ao Irão e, por conseguinte, o acordo não teria sido possível. Mas isso foi compreendido tanto pelos norte-americanos como pelos europeus”.