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Ucrânia relança aproximação a Moscovo em dezembro

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Ucrânia relança aproximação a Moscovo em dezembro

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“Não à ocupação, sim à integração europeia”, lê-se no cartaz dos opositores ao governo ucraniano que não arredam pé da praça Europa, em Kiev. Pelo terceiro dia consecutivo exigem que o presidente Viktor Ianoukovitch volte atrás na decisão de rejeitar o acordo de associação com a União Europeia e virar-se para os russos.

A Rússia é acusada por Bruxelas de pressionar Kiev a voltar as costas aos 28 para manter a antiga república soviética na sua esfera de influência. Moscovo acusa os europeus de fazerem o contrário.

Uma manifestante diz que a Ucrânia faz parte da Europa e que “os ucranianos devem considerar-se europeus, pois a cultura é mais próxima. Estamos fartos de obedecer ao irmão mais velho nos últimos 70 anos”, conclui, numa referência aos russos.

Um homem garante que vão ficar “nas ruas até à assinatura do acordo com a União Europeia. Se isso não acontecer, vamos mudar as autoridades”, alerta. “O único problema é saber como é que isso vai ser feito… Pela via militar? Porque depois da violência da polícia de choque, ontem, as pessoas estão prontas a lutar”, salienta.

Os confrontos de segunda-feira aconteceram quando um grupo de manifestantes alegadamente atacou uma carrinha da polícia que estaria a espiar conversas.

Esta terça-feira, o presidente Viktor Ianoukovitch, do pró-russo partido das regiões, decidiu viajar para a cimeira de Vilnius na sexta-feira para debater com os europeus o tratado que pôs de lado.

Também hoje, o primeiro-ministro ucraniano, Mikola Azarov afirmou que as negociações para reaproximar Kiev de Moscovo começam já em Dezembro.

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