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Alemanha: O desafio do salário mínimo

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Alemanha: O desafio do salário mínimo

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Foi moderada a resposta das bolsas europeias à assinatura do acordo para uma “grande coligação” na Alemanha. Os investidores têm agora uma perspetiva mais clara mas não esperam grandes mudanças na política europeia.

A meio do dia, Milão liderava com ganhos modestos, Frankfurt subia 0,2% enquanto Atenas e Zurique recuavam.

Sobre o salário mínimo, o “trader” Robert Halver defende: “Na minha opinião, cada funcionário pode receber um salário mínimo de 8,20 euros, dez, 15 ou 20 euros. É apenas uma questão de preço. Mas não podemos deixar aumentar muitos os custos laborais. Precisamos de empregos e empregos antes de pensar nas pensões. É a economia que deve estar saudável e não a política distributiva”.

O salário mínimo é uma medida controversa na Alemanha, onde os aumentos são discutidos entre direção e sindicatos e têm sido limitados pela política laborar implementada por Gerhard Schröeder há uma década.

A “grande coligação” avança com o salário mínimo de 8,50 euros por hora a partir de 2015.

Para o Deutsche Bank, a medida vai destruir entre 400 mil e um milhão de empregos. Outros adiantam que vai impulsionar o poder de compra, mas a Alemanha, com uma das taxas de desemprego mais baixas da Europa, vai perder competitividade, com a subida dos preços dos seus bens.