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Cimeira de Vilnius arranca com poucas esperanças de acordo UE-Ucrânia

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Cimeira de Vilnius arranca com poucas esperanças de acordo UE-Ucrânia

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Apesar do pessimismo, os líderes europeus reunidos na capital lituana tentam convencer Kiev a aproximar-se de Bruxelas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse “não ter esperanças” na assinatura do acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia durante a cimeira de Vilnius.

O presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, foi recebido pela chefe da diplomacia e pelos presidentes do Conselho e da Comissão Europeia antes do jantar de abertura.

O ministro sueco dos Negócios Estrangeiros, Carl Bildt, diz que “teoricamente, [o acordo] pode ser assinado a qualquer momento. A porta continua aberta e a oferta mantém-se. Quando o presidente Ianukovitch ou as forças políticas da Ucrânia ganharem força e estiverem dispostas, a União Europeia está pronta”.

Na cimeira da Parceria Oriental da UE, há quem não hesite em justificar a recusa de Kiev com a proximidade entre Ianukovitch e a Rússia.

O deputado polaco Jacek Saryusz-Wolski diz que é preciso “esperar que a Ucrânia tenha um presidente pró-europeu, com uma forte legitimidade democrática. Para isso, é preciso esperar pelas eleições de 2015”.

Dando eco aos protestos dos últimos dias em Kiev, dezenas de ucranianos deslocaram-se a Vilnius para manifestar o apoio à aproximação entre a Ucrânia e a União Europeia, esperando aumentar a pressão sobre um presidente pouco disposto a abraçar a Europa.

A correspondente da euronews, Natalia Richardson-Vikulina, afirma que “as hipóteses da assinatura de um acordo nesta cimeira são quase nulas. Mas a questão ucraniana continua a ser a mais importante do encontro. Os líderes europeus sublinham que vão continuar a apoiar a integração europeia da Ucrânia”.