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Nicósia procura lugar ao sol no mundo das artes

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Nicósia procura lugar ao sol no mundo das artes

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Nicósia, capital da ilha de Chipre procura um lugar ao sol no mundo das artes. A pequena ilha do Mediterrâneo é um mosaico cultural. Templos gregos, teatros romanos, igrejas bizantinas e mesquitas islâmicas compõem a paisagem urbana de Nicósia, única capital dividida por uma linha verde, separando a parte turca da parte grega. Uma história complexa que se encontra presente nas quatro exposições de arte que marcam a agenda cultural da cidade.

A primeira assinala o regresso à ilha da obra “O mundo de Chipre”, uma pintura monumental de Adamantios Diamantis.

O quadro composto por 67 figuras é um retrato da ilha de Chipre de há 50 anos e
está em exposição no museu municipal de Leventis.

“Adamantios Diamantis pintou o quadro entre 1967 e 1972.
É uma obra muito apreciada. Ao optar por um grande formato, o artista tentou não apenas fazer um retrato global da ilha mas incluir figuras simbólicas típicas da sociedade tradicional cipriota”, disse Eleni Nikita, comissária da exposição.

A obra regressa agora às origens depois de ter estado exposta em Tessalónica durante quase quatro décadas.

“O quadro regressou a Chipre e está desde abril no museu municipal de Leventis. No futuro, deverá ser exposto na nova galeria Leventis que vai ser inaugurada em março”, afirmou Dimitra Papanikola-Bakirtzi, diretora do museu.

Vartan Tashdjian é um dos mais importantes pintores cipriotas contemporâneos.
O artista de origem arménia celebra 40 anos de carreira.

“A minha fonte de inspiração é a natureza, especialmente a natureza cipriota. Eu apresento a natureza de uma forma completamente diferente. Em Chipre e especialmente na costa sinto-me em casa. Se me perguntar porque razão organizamos esta exposição numa altura em que o país atravessa dificuldades, a minha resposta será, porque a vida continua e temos de ser otimistas”, sublinhou Vartan Tashdjian.

Nascido há cem anos, Costas Stathis é um dos pioneiros da arte moderna em Chipre.
Viveu a vida toda numa pequena aldeia. Morreu em 1987 deixando uma vasta obra.

“Para usar uma terminologia impressiva, ele é o Matisse cipriota. Pode ser comparado aos fauvistas europeus. Infelizmente só agora o descobrimos. É demasiado tarde, já estamos no século XXI.
Mas é um trabalho muito contemporâneo. Costas Stathi é um pioneiro, tanto em Chipre como para a Grécia”, disse Niki Loizidi, comissária da exposição.

A artista de 38 anos, Mariza Bargilly, apresenta a quarta exposição individual no centro de arte contemporânea Diatopos. A mostra incluiu desenhos e aguarelas e gira em torno da noção de espaço.

“Penso que hoje temos muitos artistas, incluindo artistas que são importantes no estrangeiro, melhorámos bastante não apenas no domínio das artes plásticas mas, também, do teatro e da dança. Penso que temos boa matéria-prima”, considerou a artista plástica cipriota.