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Acordo com UE: Kiev considera que 900 milhões de euros não chegam

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Acordo com UE: Kiev considera que 900 milhões de euros não chegam

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Os 900 milhões de euros em ajudas propostos à Ucrânia e a pressão exercida pela Rússia terão sido determinantes para Viktor Ianukovitch dizer não ao acordo comercial com a União Europeia.

A cimeira da Parceria Oriental, em Vílnius, falhou o principal objetivo.

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia já lamentou a decisão:

“Sabemos quanto os ucranianos se sentem europeus e como se preocupam com a Europa. Vamos continuar as negociações com os nossos parceiros ucranianos tendo em conta as decisões tomadas que são soberanas. O facto de existir uma parceria estratégica com a Rússia não significa que ao lidarmos com um outro país tenhamos de envolver uma terceira parte numa relação bilateral. Não podemos aceitar um eventual veto de um determinado país quando em causa está um compromisso bilateral.”

Uma mensagem dirigida a Moscovo que, desde o inicio, se manifestou com a assinatura do acordo.

Para a chefe de Estado da Lituânia, Dalia Grybauskaite, só há uma forma de lidar com a pressão:

“A pressão externa não pode ser usada como desculpa na tomada de decisões soberanas. A experiência da Lituânia mostra que quando existe vontade política para resistir, a pressão simplesmente não funciona.”

O presidente ucraniano não exclui a hipótese de assinar o acordo de comércio com os 28 no futuro, mas insiste que precisa de mais apoio económico e financeiro.

Euronews: “é pouco provável que as palavras dos representantes da União Europeia surtam efeito no Kremlin. Recorde-se em 2005, Vladimir Putin descreveu o colapso da antiga URSS como a maior catástrofe geopolítica do século XX. Putin procura manter as antigas repúblicas soviéticas na esfera de Moscovo na tentativa de restaurar a glória da Rússia”