Última hora

Última hora

Cimeira de Vilnius: Geórgia quer aderir à UE, NATO e melhorar relações com a Rússia

Em leitura:

Cimeira de Vilnius: Geórgia quer aderir à UE, NATO e melhorar relações com a Rússia

Tamanho do texto Aa Aa

A Geórgia e a Moldávia subscreveram pré-acordos de associação com a União Europeia, em Vilnius, na cimeira da Parceria Oriental. A euronews entrevistou o presidente da Geórgia para perceber como vai decorrer este processo.

Natalia Richardson-Vikulina, euronews:
“O seu país iniciou o processo para assinar um acordo de associação com a União Europeia e o senhor espera que a Geórgia entre na União em breve. O que o faz acreditar que isso vá acontecer de forma rápida?”

Giorgi Margvelashvili, Presidente da Geórgia:
“A Geórgia, historicamente, faz parte da Europa, vamos continuar esse caminho e vamos chegar a um ponto, num futuro próximo, em que vamos fazer parte desta família, não só a nível cultural mas também político.”

Natalia Richardson-Vikulina, euronews:
“Acredita que a Rússia vai fazer pressão para que não assine este acordo, tal como aconteceu com a Ucrânia? Como pode resistir a essa pressão?”

Giorgi Margvelashvili, Presidente da Geórgia:
“Em política nem sempre se podem fazer analogias. Mas o ambiente vivido nesta cimeira pode levar-nos a fazer comparações.
Quero acreditar que vai imperar a política europeia de partilha das vantagens, o paradigma europeu das fronteiras e a noção de que uma Europa maior é mais segura e um melhor vizinho para a Rússia.”

Natalia Richardson-Vikulina, euronews:
“Quer que o seu país adira, ao mesmo tempo, à União Europeia e à Nato e quer também melhorar as relações com a Rússia. Serão metas compatíveis?”

Giorgi Margvelashvili, Presidente da Geórgia:
“Alguém me pode explicar porque não serão?”

Natalia Richardson-Vikulina, euronews:
“A NATO e a Russia?”

Giorgi Margvelashvili, Presidente da Geórgia:
“A Geórgia é um país independente com políticas próprias. A Geórgia tenta passar a mensagem a cada um dos vizinhos, incluíndo a Rússia, de que uma Geórgia civilizada, economicamente forte, democrática, europeista e euro-atlântica não é uma ameaça. Pelo contrário, é uma fronteira, um vizinho mais estável.”