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Duras sentenças contra menores alimentam contestação no Egito

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Duras sentenças contra menores alimentam contestação no Egito

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As duras sentenças contra um grupo de mulheres – entre as quais menores – que participaram numa manifestação pacífica em Alexandria motivaram uma nova vaga de protestos no Egito.

Desta vez não são apenas islamitas, mas também movimentos laicos e nomeadamente estudantes, que denunciam a deriva autoritária do governo instituído pelo Exército.

Durante a tarde, confrontos entre as forças da ordem e manifestantes na Universidade do Cairo fizeram um morto, o primeiro desde que foi promulgada a polémica lei que autoriza o recurso à força para dispersar qualquer protesto que não receba o aval das autoridades.

As manifestações denunciavam também um artigo da Constituição atualmente em revisão que autoriza os militares a julgarem a população civil.

A ONG Amnistia Internacional exigiu a “libertação imediata e incondicional” das 21 mulheres condenadas por terem formado uma cadeia humana contra a destituição do presidente Mohamed Morsi. Catorze adultas receberam penas de onze anos de prisão por participarem no protesto e pertencerem à Irmandade Muçulmana e sete outras, com menos de 18 anos, foram enviadas para um centro de menores.