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Trabalho infantil: uma realidade para crianças sírias que fogem à guerra

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Trabalho infantil: uma realidade para crianças sírias que fogem à guerra

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estima que cerca de um milhão de crianças tenha fugido à guerra na Síria.

A maioria não vai à escola e o trabalho infantil é uma realidade que afeta cada vez mais menores.

Um relatório do ACNUR, fruto de uma investigação que durou quatro meses, revela que a Jordânia e o Líbano acolhem 60% dos refugiados com menos de 18 anos. Um número que promete continuar a aumentar.

António Guterres admite que a situação no Líbano é delicada já que 80% dos menores não têm lugar nas escolas do país. O Alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, adianta, que em breve o número vai superar o total de crianças libanesas que frequentam o sistema de ensino. Um problema que, afirma, só pode ser ultrapassado com a ajuda dos libaneses e mais apoio aos refugiados.

Para minimizar o impacto dos que fugiram à guerra, o ACNUR apela ao reforço dos donativos e a uma maior disponibilidade para receber os refugiados.

De acordo com o relatório há crianças que passam os dias sem sair das tendas ou dos abrigos, enquanto outras chegam a trabalhar 14 horas por dia em países como o Líbano e a Jordânia onde o trabalho infantil é proibido por lei.