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UE ou Rússia? Ucrânia troca argumentos na rua

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UE ou Rússia? Ucrânia troca argumentos na rua

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Dividida entre a União Europeia e a Rússia, sequestrada pela crise económica, a Ucrânia volta a descer às ruas.

No centro de Kiev, separados por poucas centenas de metros, manifestantes pró-União Europeia e apoiantes do governo medem forças. A situação é tensa e tem tendência a agravar-se com a esperada chegada de mais pessoas, esta sexta-feira, no final do dia de trabalho.

Até agora, a pressão dos pró-europeus parece não ter resultado. O presidente Viktor Ianukovitch recusou assinar o acordo de associação com a União Europeia mas, na Praça da Independência, os manifestantes prometem não arredar pé até à “vitória”. Afirmam que estiveram “muito tempo com a Rússia” e não alcançaram “nada”. Consideram que Moscovo os trata como “um irmão mais novo” e reclamam o estatuto de “país independente” que quer “viver melhor”.

Provenientes do Leste da Ucrânia, onde os laços com a Rússia continuam a ser muito profundos, centenas de autocarros trouxeram apoiantes do presidente Ianukovitch até à capital para uma contramanifestação. Dizem que não estão “contra a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia, mas que há um momento certo para tudo e esse momento ainda não chegou”. Vieram apoiar o presidente porque acreditam que o país “não necessita da integração europeia neste momento”.

Dependente do gás russo e com quase 6 mil milhões de euros para pagar no próximo ano, o governo de Kiev prefere, por hora, confiar no Kremlin, mesmo se as relações com Vladimir Putin não são as melhores.