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Confrontos no dia em que o Egito começou a votar a nova Constituição

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Confrontos no dia em que o Egito começou a votar a nova Constituição

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Novos confrontos entre manifestantes e a polícia no Cairo este sábado em que um dos líderes da revolta contra Hosni Mubarak se entregou às autoridades e em que a comissão constituinte começou a votar a nova Constituição do Egito.

“Escrevam nos muros da prisão: O regime militar é uma desgraça”, clamou Ahmed Maher, rodeado por cerca de uma centena de apoiantes, enquanto caminhava para o tribunal depois de ter sido alvo de um mandado de captura por ter convocado uma manifestação não autorizada precisamente contra a polémica nova lei que regula os protestos no país.

Fundador do movimento 6 de Abril, um dos grupos que liderou a revolta de 2011 contra Mubarak, Maher afirmou estar “pronto” para enfrentar “as consequências” de ter desafiado uma lei com a qual não está de acordo.

Paralelamente, a comissão constituinte, presidida por Amr Moussa, apresentou a versão final da nova Constituição que começou este sábado a ser votada, cinco meses depois de os militares terem deposto o presidente islamita, Mohamed Mursi.

O novo texto fundamental reforça o poder dos militares e volta a banir os partidos religiosos tal como aconteceu durante as três décadas do regime de Mubarak.

A votação individual dos 247 artigos da Constituição, 42 dos quais novos, deverá prolongar-se por três dias. O texto aprovado pelos 50 membros da comissão será depois entregue ao presidente interino, Adli Mansur e submetido a um referendo que irá abrir caminho para eleições gerais, segundo o plano anunciado pelo exército.