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Parceria Oriental: O falhanço da Ucrânia

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Parceria Oriental: O falhanço da Ucrânia

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A cimeira europeia de Vilnius, dedicada à Parceria Oriental, foi um falhanço. O responsável foi o presidente ucraniano que recusou assinar o acordo de associação com a União Europeia, apesar das pressões de última hora. A voz e o preço do gás de Moscovo falaram mais alto. Questionado sobre as promessas da Rússia, Viktor Yanukovitch, esquivou-se à pergunta e disse que o diálogo com Bruxelas iria continuar embora esta pausa abra novas oportunidades à Ucrânia.

O governo de Kiev colocou como condições para a assinatura do acordo um diálogo com Moscovo, mas Bruxelas rejeita a conversa a três, e uma importante ajuda financeira para enfrentar as represálias russas.

Mas os números não terão feito parte das conversas, como se depreende das palavras do presidente do parlamento europeu, Martin Schulz:

“Se o sr. Yanukovitch pensa que a UE lhe deve dar dinheiro, então ele deve ser muito concreto e pedir uma soma, de que forma e em que condições. Obviamente, ele fez um negócio com a Rússia para arranjar dinheiro porque ele precisa de dinheiro, e para arranjar gás porque ele precisa de gás.”

O único ponto positivo da cimeira na capital da Lituânia foi a assinatura de acordos de associação com a Geórgia e a Moldávia.