Última hora

Última hora

Rússia tenta seduzir a Ucrânia com acordo Gazprom-Naftogaz

Em leitura:

Rússia tenta seduzir a Ucrânia com acordo Gazprom-Naftogaz

Tamanho do texto Aa Aa

A Ucrânia pode respirar de alívio até à primavera. A russa Gazprom e a ucraniana Naftogaz chegaram a acordo: Kiev tem até à primavera para pagar a Moscovo o gás importado entre outubro e dezembro.

Um anúncio que surge poucas horas depois de a moção de censura contra o governo ucraniano ter sido rejeitada, pelo parlamento.

Para as financeiras ucranianas trata-se de uma lufada de ar fresco num momento de crise. Tanto mais que Kiev, que importa da Rússia, 60% do gás que consome, o paga mais caro do que os outros países europeus.

“Trata-se de um pequeno país, à escala de uma ampla zona euro. Mas o caso pode provocar alguma agitação junto dos investidores, especialmente se houver algum contágio a outros países da Europa de Leste”, considera Ishaq Siddiqi, estratega da ETX Market.

Sem este adiamento, Kiev não saberia como pagar a fatura do gás. Mas o reembolso da dívida, esse, continua uma incógnita, num país que as agências de notação classificam com a nota de B-.

Além disso, a Ucrânia vê as reservas de divisas a diminuírem e a grívnia, a moeda ucraniana, corre o risco de sofrer uma grave desvalorização.

A Rússia percebeu isso tudo. O gesto da Gazprom pode ser visto como uma forma de mostrar a Kiev as vantagens de aderir à união aduaneira criada pela Rússia. Como exemplo, recorde-se que a Arménia, que também rejeitou um acordo de associação com a União Europeia, viu pouco depois o preço do gás russo baixar drasticamente.