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Ucrânia: aviso ou ameaça

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Ucrânia: aviso ou ameaça

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O governo ucraniano não vai tolerar uma evolução “catastrófica” das manifestações. Declarações do primeiro-ministro que estão a ser encaradas como uma ameaça.

Do terreno chegam informações de que muitas pessoas que se manifestavam de forma pacífica foram, entretanto, detidas.

Ao início da manhã, centenas de ucranianos marcavam já presença na praça da Independência em Kiev, um dia depois de o Parlamento ter chumbado uma moção de censura apresentada pela oposição contra o governo.

“O povo está a lutar pelos seus direitos. Há muitos jovens aqui que pensam no futuro e numa Ucrânia inserida na Europa”, afirma um manifestante.

O chefe de governo diz que os manifestantes estão a pisar o risco por culpa da oposição e avisa que os crimes em causa são puníveis por lei.

“Há forças políticas sem uma agenda política que estão a direcionar os protestos para a violência. Formações que defendem a ocupação de edifícios governamentais proibida por lei e o bloqueio das atividades institucionais. E, isto é crime”, refere o primeiro-ministro, Mykola Azarov.

Indiferentes às ameaças, os manifestantes tentaram, hoje, sem sucesso bloquear a sede do governo.

A contestação popular em curso faz lembrar a Revolução Laranja de 2004, que na altura levou ao afastamento de Viktor Yanukovich.