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Jornalistas denunciam repressão policial na cimeira da OSCE em Kiev

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Jornalistas denunciam repressão policial na cimeira da OSCE em Kiev

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A cimeira da OSCE que teve início esta quinta-feira, em Kiev, permitiu aos jornalistas ucranianos denunciarem a violência policial que vitimou vários repórteres. A manifestação pró-europeia contra o governo de Viktor Ianukovytch dura há dias. No domingo a polícia espancou vários profissionais, entre eles, um repórter de imagem da euronews.

“Nós viemos ao encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros à sua chegada à cimeira para lhes fornecer informações exatas sobre o que aconteceu aos jornalistas que estão a cobrir as manifestações contra o governo. Mostrámos-lhes fotos que mostram como a polícia impede os jornalistas de trabalharem” – explicou a jornalista Nataliya Sokolenko.

Os protestos foram desencadeados pela recusa do governo de Kiev em assinar o acordo de associação com a União Europeia. Uma recusa motivada pelas pressões de Moscovo que pretende que a Ucrânia integre uma união aduaneira com várias ex-repúblicas soviéticas.

“Eu decidi escrever ao anfitrião desta cimeira, o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Leonid Kozhara, para lhe pedir uma ação rápida relativamente a estes ataques, que eu considero muito preocupantes. Também levantei a questão do vosso colega, Roman Kupriyanov, que foi atacado, tal como muitos outros. Pelo que sabemos, cerca de 40 jornalistas foram atacados e espancados, na sua maioria por agentes da polícia” – esclareceu a representante para a liberdade de imprensa junto da OCSE, Dunja Mijatovic.

A cimeira de dois dias foi aberta pelo primeiro-ministro Mykola Azarov que disse que os protestos na Ucrânia são normais, tal como em qualquer país europeu, e que compreende os anseios dos manifestantes, mas denunciou a presença de extremistas que pretendem ocupar os edifícios do governo.