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Franceses repõem calma na República Centro Africana

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Franceses repõem calma na República Centro Africana

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A República Centro Africana está aos poucos a retomar a calma e a serenidade. Depois de uma onda de violência, espoletada na quinta-feira, e da qual as estimativas apontam para mais de 300 mortos, a Cruz Vermelha está a reunir os cadáveres em morgues improvisadas. Os centro-africanos procuram familiares desaparecidos e há muitos que os descubrem… mortos.

Na sequência da aprovação pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, de uma intervenção no país, a França reforçou o contingente militar que já possuía na Republica Centro Africana e, desde sexta-feira, tem vindo a alargar o raio das patrulhas efetuadas a toda a capital Bangui e a zonas limítrofes em busca das guerrilhas agressoras. Houve relatos de os militares franceses terem morto alguns membros de um grupo armado que encontraram.

Sob especial atenção, como aliás é normal nestas situações, está o aeroporto de Bangui. O reforço de segurança no local, está, por outro lado, a levar uma boa parte da população local – receosa de novos ataques – a deixar as suas casas e procurar refúgio exatamente no aeroporto. Mesmo a céu aberto.

A crise na Republica Centro Africana começou em março, na sequência de um golpe de Estado pela coligação rebelde Séléka, que representa a minoria muçulmana no país. Esta semana, a violência intensificou-se, com guerrilheiros rebeldes a atacar violentamente a população civil.

No sentido de pacificar a região, a ONU aprovou na quinta-feira uma intervenção liderada pela França, que deverá colaborar com a Misca, a força de segurança local, a qual, segundo a mesma resolução tomada em Nova Iorque, poderá vir a ser transformada durante a operação numa força de Paz com as insígnias da ONU e similar aos populares “capacetes azuis.”