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África do Sul: Tristeza impregnada de esperança e comunhão

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África do Sul: Tristeza impregnada de esperança e comunhão

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No Soweto, em Joanesburgo, junto à casa onde viveu Nelson Mandela, agora transformada em museu, vêm-se homenagens públicas ao primeiro Presidente negro do país num misto de dor e celebração do seu legado.

Numa impressionante demonstração de unidade da sociedade sul-africana milhares de pessoas passam diante da casa para homenagear o homem que sonhou com “a nação arco-íris”.

“Ele era o pai de todos na África do Sul. Trouxe a paz ao país e fez tudo o que hoje temos. O seu exemplo dá paz ao resto do mundo”, disse uma mulher branca a chorar.

“Hoje em dia fala-se de liberdade, de reconciliação e de igualdade de oportunidades para todos independentemente da cor da pele.
Isso não acontecia antes de ele ter sido preso”, sublinhou um anónimo.

“Nelson Mandela fez tanto pelo nosso país que escrever uma frase e prestar-lhe respeito é o mínimo que posso fazer e o que ele quereria. Todos os sul-africanos devem respeitá-lo e honrar o seu legado”, afirmou uma jovem.

“Ele uniu as pessoas e andamos todos na mesma escola, no mesmo lugar”, lembraram duas crianças.

“Claro que existe tristeza aqui em Joanesburgo. Está espelhada na cara e na voz das pessoas, mas à imagem do homem a quem prestam a última homenagem, essa tristeza está colorida de esperança e comunhão”, reportou François Chignac, da Euronews, em Joanesburgo.