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Nova Revolução Laranja prepara-se nas ruas de Kiev

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Nova Revolução Laranja prepara-se nas ruas de Kiev

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A praça Maydan, de Kiev, foi-se enchendo, ao longo do dia de centenas de milhar de pro-europeístas, opositores ao governo ucraniano.

Da sua cela, a líder da oposição, Iulia Timotchenko, enviou uma mensagem a exigir a demissão imediata do presidente Vitor Ianukovich.

A recusa de Kiev, de assinar o acordo de associação com a União Europeia trouxe o povo para a rua, e a consequente violência contra os manifestantes mergulhou a Ucrânia numa crise que ultrapassa as fronteiras do país.

“Estamos aqui pela liberdade da Ucrânia e pela nossa própria liberdade. Não queremos um país dirigido por bandidos”, explica Victoria Gaponenko, uma ucraniana.

Antoy Jilko é um jovem bielorrusso que veio, de propósito, a Kiev: “Vim expressar a minha solidariedade para com o povo ucraniano. Este é um momento histórico importante porque não é apenas a sorte da Ucrânia que se decide, mas também a de toda a Europa de Leste.”

Quem também fez a viagem para Kiev foi Marina Tredner, uma ucraniana que vive na Suécia: “Não podia ficar na Suécia a ver o que se passa no meu país e como estão a destruir tudo o que é importante para mim. Passei a primeira noite aqui e penso que, na realidade, é o local mais seguro.”

Os manifestantes – que acusam o poder de vender a Ucrânia à Rússia – entoaram o hino ucraniano ombro a ombro com escritores, filósofos e personalidades religiosas.

Segundo os organizadores, “um milhão de pessoas” terá saído, este domingo às ruas. Uma mobilização equiparável à que originou a Revolução Laranja.