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Africâneres lamentam perda de Nelson Mandela

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Africâneres lamentam perda de Nelson Mandela

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A morte do líder anti-apartheid, Nelson Mandela, desencadeou uma onda de tristeza compartilhada por toda a África do Sul.

Os mil habitantes de Orania, um enclave africâner branco no coração do país, muitas vezes acusados de racismo, mostram respeito pela morte do antigo presidente.

“No final do dia, deve ouvir-se o que Mandela nos ensinou. E ele defendia a união, não era racista. Temos que tomar esse exemplo. E as pessoas devem tomar esse exemplo e tentar segui-lo”, afirma Sandra Batha, residente em Joanesburgo.

Esta comunidade fechou-se ao mundo com a intenção de preservar a sua cultura e a língua, mas o ícone global que pregava uma ideologia da integração racial impõe respeito.

“As pessoas diziam que o dia em que Mandela morresse a guerra regressaria. Vamos esperar e ver” acrescenta Jan Bosman, responsável da organização “Afrikanerbond”.

O ex-presidente Frederik Willem de Klerk, o último presidente branco que ajudou a desmantelar o sistema do apartheid de racismo institucionalizado, disse que os africânderes tinham sentimentos calorosos para com Nelson Mandela.

Em Orania, no entanto, os cerca de 1.000 habitantes não ficaram indiferentes

Mandela, que se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul em 1994, depois de passar 27 anos na prisão por combater a segregação racial, visitou Orania um ano depois, como um gesto de reconciliação.

Os moradores negam as acusações de racismo, mas permanecem inquietos sobre a vida na África do Sul liderada por um governo de maioria negra depois de décadas de um governo da minoria branca.