Última hora

Em leitura:

Alemanha e França reagem mal a despedimentos na EADS


empresas

Alemanha e França reagem mal a despedimentos na EADS

A Alemanha e a França, dois dos países acionistas da EADS, que controla a Airbus, reagiram mal ao plano de reestruturação apresentado pelo grupo. O projeto prevê a fusão de três departamentos num só, criando a Airbus Defesa e Espaço e deverá implicar a dispensa de 5800 trabalhadores da companhia em todo o Mundo, incidindo em especial nos franceses e alemães, devido a alegada redundância de postos de trabalho. O que provocou algum mal-estar em Paris e Berlim.

Os funcionários da EADS não estão a digerir muito bem a notícia. É o caso do alemão Peter Stoerecker: “O que está a acontecer aqui, simplesmente, não é justo. Estamos a conseguir lucros para a empresa e a trabalhar com tudo o que temos.”

De acordo com dados da própria EADS, é na Alemanha que a maior redução de pessoal se fará sentir, atingindo cerca de 2600 trabalhadores. Segue-se a França, com 1700, e ainda na Europa, o Reino Unido, com 700, e Espanha, com 600.

Este “lay off”, lembram os sindicatos, terá outros custos para a empresa, nomeadamente na competitividade e na mão-de-obra experiente. “É por isso que as dispensas se revelam pouco atrativas e inaceitáveis para nós. E não apenas em termos pessoais”, afirmou Rüdiger Lütjen, responsável pela comissão de trabalhadores da EADS, criticando ainda o estado de espírito que vai provocar este “projeto de ‘lay off’ a três anos”: “Em que condições irão trabalhar as pessoas, tendo esta eterna ameaça de despedimento sobre elas?”

A redução de pessoal é a primeira medida do género na EADS desde que o grupo negociou o aumento de independência face aos governos acionistas, que, em conjunto, detêm atualmente 28 por cento da companhia.

O plano de reestruturação antecipa saídas negociadas de forma voluntária, mas também entre 1000 a 1500 despedimentos forçados. A EADS admite ainda ter alguma margem para negociar com os sindicatos eventuais reduções nos custos salariais que permitam um menor corte de pessoal. A notícia provocou desconfiança entre os investidores e, claro, as ações da EADS desvalorizaram.

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

Artigo seguinte

empresas

GM custa 7,3 mil milhões de euros aos americanos