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Calma regressa ao centro de Kiev

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Calma regressa ao centro de Kiev

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A calma regressou à praça da Independência, em Kiev, esta manhã. Apesar da intervenção da polícia antimotim, esta madrugada, o centro da contestação ao governo ucraniano mantinha-se nas mãos da oposição, onde milhares de manifestantes continuam a exigir a demissão do presidente Ianukovitch. Nos Paços do Concelho, onde os contestatários instalaram um hospital de campanha, a situação permanecia igualmente calma. Horas antes a polícia tinha cercado o edifício. A intervenção policial foi criticada pelos países ocidentais

Na rua, os manifestantes pedem ajuda:

“Cabe aos políticos resolverem a situação. Quando nós tentamos fazer alguma coisa, os políticos fazem exatamente o contrário. Isto é simples, temos que falar como vizinhos que têm um problema e das duas, uma: ou chamam a polícia ou chegam a um consenso porque têm que viver juntos. Na Ucrânia passa-se a mesma coisa. Se não conseguimos resolver isto entre nós, temos que pedir ajuda.”

O primeiro-ministro, Mikola Azarov, explicou entretanto que a Ucrânia, para assinar o acordo com a União Europeia, precisa de 20 mil milhões de euros. A representante da diplomacia de Bruxelas, Catherine Ashton, encontra-se em Kiev, onde se reuniu ontem com o presidente Ianukovitch e deverá encontrá-lo de novo hoje.

Apesar das palavras do governo, a resolução pacífica da crise parece longe, explica a correspondente da euronews em Kiev, Maria Korenyuk:

“O executivo disse ontem que iria resolver este conflito sem violência, mas os acontecimentos dos últimos dias mostram o contrário. A polícia antimotim voltou à carga e removeu as barricadas no centro de Kiev.”