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Negócios com memória cultural

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Negócios com memória cultural

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Market Garden, em setembro de1944: a maior operação de paraquedistas da história teve lugar nesta região holandesa, 70 anos mais tarde, a rota da libertação é um caminho obrigatório.

Há alguns meses, o empresário Bert Eikelenboom decidiu juntar-se ao itinerário e investiu 11 mil euros num Dodge de 1944, com ele faz visitas guiadas aos antigos campos de batalha: “Em 2014, espero ter um volume de negócios entre os 30 mil e os 40 mil euros. Se o negócio funcionar vou comprar outro carro e contratar outro motorista, para fazer as visitas.”

Para atrair mais turistas, Bert fez parcerias com vários hotéis na região.

Segundo Marcel Hoogenboom, Diretor Geral do Hotel Erica: “Este verão pararam aqui três autocarros com 60 pessoas de várias gerações. Leem a inscrição na pedra e sentam-se nos nossos terraços e no restaurante. O meu avô foi membro da resistência holandesa. Foi traído e deportado para o campo de concentração de Dachau, perto de Munique. Esta é a minha forma de cumprir a promessa à minha avó, de prestar homenagem a uma memória que não deve ser esquecida.”

Para embarcar num projeto como este é preciso alguma memória histórica. Algo que não falta nesta região marcada pela luta contra as forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial.

euronews: “O turismo na Europa, emprega 17 milhões de pessoas e é responsável por 10% do PIB, aqui na Holanda, centenas de PMEs estão envolvidas neste projeto do caminho da libertação.”

O turismo histórico tem futuro, só nesta região da Holanda, atrai mais de um milhão de visitantes por ano. De acordo com Jurriaan J. De Mol da Rota da Libertação:“O número de turistas duplicou nos últimos dez anos os visitantes gastam entre os 150 € e os 250 € por dia. Quando nos deparamos com uma destas rochas do caminho da Libertação, com um código de acesso, através do telefone é possível aceder a um arquivo de áudio com o testemunho de uma pessoa, que conta o que aconteceu aqui.”

A chave para este sucesso está na capacidade de atrair os mais jovens com propostas recreativas baseadas nas novas tecnologias.

Na opinião de Marcel Hoogenboom: “Para mim, as chaves para o sucesso são: envolvimento pessoal, paixão pelo que se faz, criar um bom plano de negócios e aliar-se a outros empresários.”