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Peugeot cai na bolsa à espera de Carlos Tavares

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Peugeot cai na bolsa à espera de Carlos Tavares

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A Peugeot Citroën, que em janeiro passará a ser dirigida pelo português Carlos Tavares, atravessa um dos períodos mais conturbados da sua história. Após terem sido revelados resultados aquém do esperado na parceria iniciada em 2012, a General Motors anunciou na quinta-feira a venda da participação de 7 por cento que detinha no fabricante francês.

O divórcio provocou esta sexta-feira, em Paris, uma queda brutal de mais de 10 por cento no valor das ações da Peugeot.

Na calha, para os franceses, está, entretanto, uma nova parceria tripartida com a chinesa DongFeng e o Estado francês. Para o colunista George Hay, da Breakingnews, esta nova aliança poderá, contudo, não ser suficiente.

“O dinheiro da DongFeng e o investimento público da França representam, basicamente, o ‘jogo de mão’ da Peugeot. Agora, se essa parceria será suficiente para fazer face aos problemas globais do mercado automóvel na Europa, é difícil de saber”, afirmou o analista.

Será, à partida, já com o português Carlos Tavares à frente da Peugeot que a parceria com a DongFeng poderá ser assinada.

Os chineses ponderam a compra de 20 por cento, por 1,5 mil milhões de euros, ficando a família Peugeot com 15 por cento da empresa. O governo francês também está à mesa e, pelos mesmos 1,5 mil milhões de euros da Dongfeng, pondera ficar com outros 20 por cento, mas uma das exigências do executivo é que o fabricante se mantenha gaulês.

A verdade é que esta nova parceria, que poderá reforçar a presença da Peugeot no mercado asiático, para já, não passa de uma ideia ainda em fase preliminar e longe da concretização. Num mar de incertezas e com o “divórcio” da General Motors, as perdas da Peugeot na Bolsa de Paris, no balanço desta semana, acumularam 22 por cento.