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República Centro-Africana à beira da crise humanitária

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República Centro-Africana à beira da crise humanitária

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A República Centro-Africana está à beira de uma crise humanitária numa altura em que a força conjunta de militares franceses e africanos continua os esforços para travar a violência entre milícias muçulmanas e cristãs.

Esta quinta-feira, a força multinacional de manutenção da paz fez vários disparos para o ar para dispersar uma multidão que estava determinada a atacar um grupo de muçulmanos que se refugiou na igreja de Santiago, na capital, Bangui.

Quartel-general das forças francesas no território, o rudimentar aeroporto de Bangui é um dos pontos mais seguros da capital e está transformado num autêntico campo de refugiados que alberga já cerca de 30 mil pessoas que precisam de ajuda urgente, segundo a única organização humanitária presente no local.

A coordenadora dos Médicos Sem Fronteiras afirma que a situação é “caótica” e expressou o desejo de que outras organizações comecem a trabalhar em breve porque há “pessoas por todo o lado, não há casas de banho nem água”. Tessy Fautsch aproveitou para reiterar o pedido de ajuda humanitária para a República Centro-Africana, um apelo a que a Comissão Europeia já respondeu. Bruxelas vai enviar 37 toneladas de ajuda médica no sábado.

Desde que os rebeldes Séléka tomaram o poder, em março, o conflito já fez cerca de 500 mil refugiados.