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Esquerda Europeia promete "resistir" à austeridade

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Esquerda Europeia promete "resistir" à austeridade

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Não pagar a dívida “ilegítima” dos bancos, resistir à austeridade, garantir os serviços públicos e rejeitar o tratado de comércio livre com os Estados Unidos, são algumas das propostas que a Esquerda Europeia vai levar no seu programa para as eleições europeias do próximo ano.

No congresso em Madrid, o partido deve confirmar, este domingo, o grego Alexis Tsipras como candidato à presidência da Comissão Europeia.

“Existem dois caminhos. Ou consentimos o status quo neoliberal e fingimos que a crise pode ser resolvida com as políticas que a agravaram ou avançamos para o futuro com a única alternativa, a única esperança da Europa, a Esquerda Europeia”, declarou Tsipras.

A escolha do líder do Syriza, que deve ganhar as europeias na Grécia, é altamente simbólica, segundo o presidente da Esquerda Europeia:

“É um símbolo muito forte, que o nosso candidato comum à União Europeia seja hoje Alexis Tsipras, para enviar a mensagem contra a austeridade que é a nossa bandeira nestas eleições”, referiu Pierre Laurent.

A Esquerda Europeia tem atualmente 35 deputados no Parlamento Europeu mas espera reforçar a presença nas eleições do próximo ano. Um crescimento que muito se ficará a dever à crise que a Europa atravessa, uma crise que também promete reforçar a votação nos partidos eurocéticos e de extrema-direita.

Segundo a enviada da euronews a Madrid, Efi Koutsokosta, “com a candidatura de Alexis Tsipras, líder do mais forte dos partidos da Esquerda Europeia, o grupo procura grandes mudanças nas eleições europeias de maio. Depois de Madrid, a próxima paragem é Bruxelas. Na primavera, a Esquerda Europeia organiza uma grande conferência internacional sobre a dívida que vai estar no centro da sua campanha alternativa contra a austeridade”.